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sábado, 17 de janeiro de 2015

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)


Quando levamos um banho de criatividade e Hollywood vem a tona!

Por: Gustavo Talaini.

Quem sou eu?  Você é BIRDMAN.
A busca. Uma simples busca pode custar uma vida ou quase isso, mas uma busca pelo que? Com qual propósito?
O EU – Quem você quer ser?
Inúmeras respostas com infinitas respostas saem desta questão.
  
  Birdman o incrível super-herói que já teve seus anos de fama e sucesso encontra-se agora substituído pelos heróis da Marvel; Riggan (Michael Keaton) foi o homem- pássaro, porém seu momento de enorme poder acabou e atualmente ele está falido e luta para sua nova produção, uma inovadora peça de tetro seja seu triunfo novamente.
  
  O elenco da peça tem sérios problemas e conflitos logo no começo do filme quando acidentalmente ou não eles perdem um ator e assim nas pressas  tiveram que encontrar um substituto , Mike (Edward Norton) que acabará causando mais problemas em parte por uma ereção acidental em uma cena com Lesley (Noami Watts); Riggan tem nos seus pensamentos, uma voz que o desafia e questiona, que faz a pergunta do quem sou eu, mas não é só essa voz que atormenta o antigo super-herói, o roteiro do filme é tão brilhante, criativo e esperto que acaba por si só criando varias situações desse questionamento, Alejandro González Iñárritu apresenta seu melhor trabalho como um afiado diretor e roteirista.

  
   Emma Stone interpreta Sam, a filha de Riggan em uma atuação impressionante, mas quem realmente rouba a cena é Edward Norton com sua terrifica performance e ele, o genial Michael Keaton o único Birdman, que nos presenteia com a melhor interpretação da sua carreira, tecnicamente o filme é impecável a cinematografia não deixa nenhum espaço em branco até os minutos finais do filme, Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) recebeu merecidas nove indicações ao Oscar, por que realmente é um dos melhores filmes de 2014, é Surrealístico, porém real, não estou me contradizendo, quando você começar a perceber que o filme acabou, algumas perguntas surgiram nos seus pensamentos, te inspirará e certamente fará você rir e refletir sobre quem realmente você é! 

100

domingo, 9 de novembro de 2014

Interstellar

Quantas questões temos aqui?

 Por: Gustavo Talaini
 
  Fascinante, Christopher Nolan construiu um novo clássico de “Science Fiction” que já pode ser comparado com 2001 uma odisseia no espaço de Stanley Kubrick (eu disse comparado). Interstellar explora teorias físicas, dimensões não conhecidas e os sentimentos  e emoções dos seres humanos, Nolan faz sua obra mais emocional, mas ainda com tons sombrios e psicológicos, é um dos melhores filmes do ano.


 O filme começa com Cooper (Matthew McConaughey) sonhando com  seu passado como piloto de nave espacial da NASA e quando acorda relembra que a humanidade está para acabar, a praga atingiu os alimentos que agora estão em escassez, mas a pergunta logo no inicio é: Qual a solução para isso?

  “Uma viagem Interstellar em busca de um substituto para o planeta Terra”. Murph (Mackenzie Foy) tem a certeza que um fantasma assombra sua casa. – “Fantasmas não existem – diz seu pai Cooper que é um fazendeiro e ex-engenheiro, mas Murph sabe que tem alguém se comunicando com ela através de códigos morse.

   A intensidade do filme aumenta quando durante uma tempestade de poeira (o que era normal) Cooper vê a mensagem misteriosa deixada por tal fantasma assim descobrindo que aquilo na verdade era uma anomalia da gravidade, então através de coordenadas misteriosas deixadas pela anomalia (Em teoria tinha alguém mesmo se comunicando com Murph, o tal “ eles “ seres de outra parte do universo), Cooper descobre uma base secreta da NASA onde encontra Brand (Anne Hathaway), o professor Brand (Michael Caine) e um genial robô; Cooper tinha sido aluno do professor Brand então ele foi “convidado” para salvar o planeta Terra assim tendo que abandonar sua família por tempo indeterminado;Ele aceita.

  Em meio a um roteiro espetacular escrito pelo próprio Nolan e seu irmão Jonathan tudo se destaca em Interstellar, a trilha sonora de Hans Zimmer, as grandes atuações do fantástico elenco, os cenários maravilhosos e efeitos especiais brilhantes, mas o principal é o formidável toque de Nolan.

  A  apresentação de complexas teorias físicas te deixam alienado e mexem com sua mente, os discursos sobre a abrangência do amor, o que ele pode significar para cada individuo são emocionantes (sim essa é uma das palavras que representam Interstellar: emoção); tempo é outra grande questão neste filme, para salvar  a humanidade Cooper e sua equipe terão que ir até saturno onde se encontra um buraco de minhoca que os levará para outra galaxia com o objetivo de encontrar outro planeta habitável, o substituto da terra.

  Dois anos se passam quando Cooper chega ao buraco de minhoca cujo tem um deslumbrante visual, é incrivel, porém ao chegarem ao primeiro planeta “selecionado”o tempo se alterou  na Terra ou seja lá já se passaram 24 anos e Murph agora é interpretada por Jessica Chastain com uma excelente atuação assim como o resto do elenco ( sim tive que repetir isso)

 São raros os filmes com três horas de duração que prendem tanta atenção assim, certamente Interstellar ganhará indicações dos Oscars, o tom de realismo de Nolan é imponente, quando se chega nos minutos finais a adrenalina se eleva por conta das reviravoltas (Matt Damon foi uma grande jogada aqui) e as grandes questões começam a ser explicadas de uma forma terrífica.

  Resumindo seja você fã de ficção ou não, Interstellar é totalmente imperdível é o filme mais grandioso e ambicioso de Nolan.

100






quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Livre (Wild)

" Eu posso desistir a qualquer momento"

Por: Gustavo Talaini
Reese Witherspoon é Cheryl Strayed
  Sempre temos momentos que queremos esquecer todos os problemas, descobrir o eu interior,e refletir sobre as coisas ruins que a vida nos trás, mas o que podemos fazer para resolver isso? Existe uma maneira de fazer isso, simplesmente pegue uma mochila (uma mega mochila) e saia andando pela PCT (Pacific Crest Trail), é exatamente isso que Cheryl Strayed faz.
  
   Cheryl Strayed não é uma simples personagem criada para um filme, ela realmente existe e tem uma fantástica e inspiradora história de vida que é incrivelmente bem representada no filme de Jean-Marc Vallée (diretor de Clube De Compras Dallas que foi vencedor de três oscars).
  
  Já conseguimos chamar Jean-Marc Vallée de um digno diretor, agora em assunção, que sabe muito, MUITO bem dirigir “seus” atores e que conta com um ótimo roteiro e uma grande equipe de edição (o filme tem uma interessante edição que faz uma viagem entre o passado e presente de uma maneira espetacular).

  Reese Witherspoon vive, literalmente vive Cheryl Strayed com a sua intensa atuação cheia de pensamentos e expressões o que já a coloca na corrida dos oscars; Cheryl sempre teve dificuldades na vida, na infância sofria ao ver seu pai bater na sua mãe Bobbi interpretada por Laura Dern (também com uma bela performance), na adolescência estudou na mesma faculdade que sua mãe o que honestamente não é o mais agradável, porém Cheryl gostava, pois afinal Bobbi é um exemplo,  sempre estava cantando mesmo com problemas financeiros sobre a mesa, ela anda a cavalo (o que é incrível) e ainda tem forças para suportar seus outros problemas que são os de saúde e que na verdade no final são mais fortes do que Bobbi... Assim após sua morte Cheryl perde a cabeça e começa a apelar para o irracional, ela usa heroína e transa com qualquer homem que vê pela frente, mas um detalhe Cheryl é casada a sete anos ou pelo menos era, por que o divorcio surgiu como a melhor opção; portanto o que uma mulher viciada em drogas com problemas sexuais/financeiros e ainda por cima divorciada faz?

  Volte ao começo do texto, ser livre e selvagem é a melhor opção, Cheryl escolhe sair andando pelo PCT ( lembrando: isso é uma historia real)
  
  Um combate entre a superação vs desejos e a luta contra o passado a partir da reflexão da individualidade e do silêncio são os desafios de Cheryl em sua insana caminhada de 2000 km, mas isso é construído no filme de forma brilhante, cativante e emocionante em meio de belas paisagens e uma forte trilha sonora que nos trás a memória de Bobbi, a falecida mãe, deste modo concebendo um grandioso, inspirador e formidável filme que fará você rir em certos momentos realmente hilários e divertidos (as vezes apelativo),e que ira martelar na sua cabeça por um bom tempo e certamente te incentivará a  sair andando loucamente em busca de uma trilha.      

90
 


domingo, 19 de outubro de 2014

Pássaro Branco Na Nevasca

O exagero dos anos 80

Por: Gustavo Talaini
Eva Green é Eve Connor 
  
  Gregg  Araki é um bom diretor e faz com que um típico romance ganhe algo a mais, o desejo por sexo está em abundância, a trilha sonora é matadora e o clima de suspeitas ou até mesmo sobrenaturais predominam em seu mais novo filme o Pássaro Branco Na Nevasca.
  
  Nos anos 80 tudo é brega e colrido e Eve Connor (Eva Green) é a mãe que limpa a casa sempre com um sorriso no rosto como se não tivesse preocupações (típicos de filmes do Tim Burton) quando na verdade é uma problemática que sonha ter o passado em suas mãos, quer a juventude e o prazer de volta, tudo que sua filha Kat Connor (Shailene Woodley) tem; uma adolescente pilhada, com um visual  que causa inveja e ainda por cima está na transição de menina para um sex mulher com grandes desejos sexuais, entretanto sua mãe infeliz desaparece misteriosamente e Kat parece nem se importar no começo (é obrigada a fazer consultas com uma psicóloga), mas como passar do tempo começa a se preocupar, sofrer e até mesmo procurar sua mãe.
  
  Com uma narrativa de flashbacks bem construídas, o roteiro é satisfatório até os minutos finais que são bizarros e inesperados, mas nada que faça o filme perder seu tom, pois é complementado por um forte elenco recheado de boas performances (Eva Green está deslumbrante), porém com personagens em parte desconexos e fora da atmosfera.
  
  O filme de Araki conta com certas contradições e exageros, mas também irá perder sua atenção (por mais que isso demore), te deixará confuso em alguns momentos propositalmente e fará você rir com cenas tipicas de adolescentes (a atriz Gabourey Sidibe se destaca nesse aspecto);Araki fez um gratificante trabalho.

70

  

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Annabelle

Terrivelmente assustador?

  O já famoso toque de James Wan é o ponto alto de Annabelle (ele poderia estar dirigindo o filme em vez de produzindo, mas...) com cenas similares, mas não melhores do que Invocação do mal (a continuação de Annabelle) o filme irá te deixar tenso, porém te decepcionará com previsíveis sustos e um medíocre roteiro.


  Annabelle Wallis (talvez essa coincidência de nomes seja o que mais assuste aqui) faz um bom trabalho como Mia a inevitavelmente sofrida e protetora mãe juntamente com a sua assustadora boneca (Annabelle) que quando está em cena (o que é raro, pois o filme nem parece dela, mas sim do demônio que a domina) causa certos pulos e gritos na cadeira do cinema.

  Sim, aqui temos os famosos clichês de filmes de terror (a boneca possuída, a família assombrada e um bebê), não que isso seja ruim, pelo contrário, neste caso isto foi inteligentemente utilizado e ainda complementado por uma nervosa câmera e trilha sonora formando um solido filme de terror.


50

sábado, 4 de outubro de 2014

Garota Exemplar

"Hitchcock aplaudiria este filme sombrio"

Por: Gustavo Talaini
  A busca pela vida, homem e casamento perfeitos são ambições de Amy Dunne, a “Incrível Amy”, a garota exemplar (Rosamund Pike).
  Mas...
  Ela desapareceu, e o principal suspeito é o seu marido Nick Dunne (Ben Affleck).

  Falam que o livro é sempre melhor do que o filme, se isso for verdade Gone Girl de Gillian Flynn será imensamente prazeroso de se ler, sim eu ainda não li, mas já vou comprar, pois sua adaptação é majestosa.

  Você irá se perguntar se a sua namorada é uma sociopata, se alguém está armando algo e mentindo nas suas costas entre outras tantas perguntas; David Fincher mostra novamente sua incrível e precisa direção, o tom de suspense do começo ao fim, as reviravoltas e a insanidade roubam a cena juntamente com atuações que fazem o cinema enlouquecer.


  O grande número de voice-overs, a perfeita trilha sonora (é simplesmente sensacional tem momentos que os sons lembram um menu de vídeo game que está pronto para iniciar quando na verdade os protagonistas estão jogando um jogo da vida, literalmente isso, a vida real), bons personagens secundários (Carrie Coon está fenomenal como Margo Dunne) e uma esperta edição criam tenso e delicioso thriller composto por um clima de verdades e mentiras, conflitos, manipulações e competições entre os personagens.

  Até mesmo um filme perturbador e sombrio tem seus momentos engraçados, neste caso o falso amor e até mesmo as cenas sádicas são muito divertidas e irônicas.

  Ben Affleck marca seu ponto com sua ótima atuação, mas quem realmente se destaca é Rosamund Pike com sua brilhante, insana e assustadora performance que certamente chamará a atenção dos Oscars, não somente ela mas o filme já garantiu muitas indicações.

  Vejam o mais rápido que puderem vocês não tem como se arrepender somente elogiar e, por favor, não tentem ser uma “garota exemplar”.


100