O exagero dos anos 80
Por: Gustavo Talaini
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| Eva Green é Eve
Connor
Gregg
Araki é um bom diretor e faz com que um típico romance ganhe algo a
mais, o desejo por sexo está em abundância, a trilha sonora é matadora e o
clima de suspeitas ou até mesmo sobrenaturais predominam em seu mais novo filme
o Pássaro Branco Na Nevasca.
Nos anos 80 tudo é brega e colrido e Eve Connor (Eva Green) é a mãe que
limpa a casa sempre com um sorriso no rosto como se não tivesse preocupações
(típicos de filmes do Tim Burton) quando na verdade é uma problemática que
sonha ter o passado em suas mãos, quer a juventude e o prazer de volta, tudo
que sua filha Kat Connor (Shailene Woodley) tem; uma adolescente pilhada, com
um visual que causa inveja e ainda por
cima está na transição de menina para um sex mulher com grandes desejos
sexuais, entretanto sua mãe infeliz desaparece misteriosamente e Kat parece nem
se importar no começo (é obrigada a fazer consultas com uma psicóloga), mas como
passar do tempo começa a se preocupar, sofrer e até mesmo procurar sua mãe.
Com uma narrativa de flashbacks bem construídas, o roteiro é satisfatório
até os minutos finais que são bizarros e inesperados, mas nada que faça o filme
perder seu tom, pois é complementado por um forte elenco recheado de boas performances
(Eva Green está deslumbrante), porém com personagens em parte desconexos e fora
da atmosfera.
O filme de Araki conta com certas contradições e exageros, mas também
irá perder sua atenção (por mais que isso demore), te deixará confuso em alguns
momentos propositalmente e fará você rir com cenas tipicas de adolescentes (a
atriz Gabourey Sidibe se destaca nesse aspecto);Araki fez um
gratificante trabalho.
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domingo, 19 de outubro de 2014
Pássaro Branco Na Nevasca
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