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domingo, 19 de outubro de 2014

Pássaro Branco Na Nevasca

O exagero dos anos 80

Por: Gustavo Talaini
Eva Green é Eve Connor 
  
  Gregg  Araki é um bom diretor e faz com que um típico romance ganhe algo a mais, o desejo por sexo está em abundância, a trilha sonora é matadora e o clima de suspeitas ou até mesmo sobrenaturais predominam em seu mais novo filme o Pássaro Branco Na Nevasca.
  
  Nos anos 80 tudo é brega e colrido e Eve Connor (Eva Green) é a mãe que limpa a casa sempre com um sorriso no rosto como se não tivesse preocupações (típicos de filmes do Tim Burton) quando na verdade é uma problemática que sonha ter o passado em suas mãos, quer a juventude e o prazer de volta, tudo que sua filha Kat Connor (Shailene Woodley) tem; uma adolescente pilhada, com um visual  que causa inveja e ainda por cima está na transição de menina para um sex mulher com grandes desejos sexuais, entretanto sua mãe infeliz desaparece misteriosamente e Kat parece nem se importar no começo (é obrigada a fazer consultas com uma psicóloga), mas como passar do tempo começa a se preocupar, sofrer e até mesmo procurar sua mãe.
  
  Com uma narrativa de flashbacks bem construídas, o roteiro é satisfatório até os minutos finais que são bizarros e inesperados, mas nada que faça o filme perder seu tom, pois é complementado por um forte elenco recheado de boas performances (Eva Green está deslumbrante), porém com personagens em parte desconexos e fora da atmosfera.
  
  O filme de Araki conta com certas contradições e exageros, mas também irá perder sua atenção (por mais que isso demore), te deixará confuso em alguns momentos propositalmente e fará você rir com cenas tipicas de adolescentes (a atriz Gabourey Sidibe se destaca nesse aspecto);Araki fez um gratificante trabalho.

70

  

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